O fato de a presidente Dilma haver sido vaiada na abertura dos trabalhos do Congresso Nacional, que fique bem claro aos incautos, é, obviamente, protesto muito além do viés econômico e de crise que o país anda enfrentando. A CPMF - Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira (que está mais para uma medida de esperneio na: Crise Provisória no Momento Fiscal), traduz-se como a volta de um imposto que, apesar de pequeno em quantidade singular, é voraz e de papada robusta, onerando ainda mais a todos os contribuintes e também quem produz e movimenta serviços e mercadorias. Interessa somente a Governadores - estes seduzidos com as promessas de repasse - e a Banqueiros.
Mas, como eu ia dizendo, a vaia nos "palcos" e "dramaturgias" ocorrida nos palcos políticos brasileiros, não se refere a um sentimento de dó e piedade de nossos Congressistas para com nossos bolsos, mas, sim, porque a opinião pública está de olho em tal fato e claro que os apoiadores de tal medida seriam defenestrados.
Não se pode esquecer que é ano eleitoral e, por mais que seja apenas para eleição de prefeitos e vereadores, o partido dos apoiadores da CPMF, decerto, irão sofrer represálias pelos eleitores (que não venderem seus votos).
Enfim, mais um episódio de interesses políticos X interesses do Brasil, sendo que aquele vem ganhando de lavada.
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