terça-feira, 27 de maio de 2014

SUS Para Quem Pode Pagar

Muito me anima o fato de que a maioria dos especialistas, na audiência pública que discutiu a diferença de classes tenham se posicionado contra a diferença na prestação de serviços do SUS, àqueles que, supostamente, possam pagar.

Com efeito, o direito à saúde é constitucionalmente garantido à todos, sem distinções. Ademais, seu princípio basilar é a universalidade e, não, o mutualismo. Portanto, não é para quem paga, mas, à todos, sem distinções. É dever do Estado.

Deveras, uma possível distinção de classes no SUS, além de ser antiética, poria em risco toda a Ordem Constitucional e o que seus princípios postulam no que tange aos deveres triviais do Estado.

Que encerre aí a discussão.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

O Castigo Veio À Cavalo E, Não, De Ônibus

O Tribunal Regional Do Trabalho da 2ª Região (São Paulo Capital) julgou abusiva a greve de ônibus ocorrida em São Paulo, semana passada.

A greve deixou milhares de pessoas sem transporte e sem poder ir aos seus trabalhos, ou, até, a voltar para seus lares. A multa será dividida entre o sindicato dos motoristas de ônibus e das empresas. Além da multa, os dias parados deverão ser compensados.

Razoável a decisão do TRT. A greve foi abusiva, sem respaldo na Lei 7.783/89, além de violar o art. 10 da Lei esposada, uma vez que transporte coletivo é atividade essencial (inciso V).

Contudo, não creio que a multa deveria ter sido fracionada com o sindicato das empresas que nada teve com isso. Isto porque, necessário não olvidar que recentemente a categoria já havia negociado reajuste salarial.

Em verdade, talvez, agora, o sindicato dos motoristas peçam para o figurão político que ilegalmente incitou o movimento grevista para que este pague a multa por eles.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Vale Nada!



E a história continua se repetindo em Belém... Assaltos com graves ameaças e, pior, com muita violência. Está sedimentado de papel assinado que, para a bandidagem da minha terra natal, a vida humana não vale o chinelo havaiana que esses energúmenos calçam. Trata-se, em verdade, de covardia, muita covardia, má intenção, ódio e vontade de fazer o mal ao próximo sem motivo.

É assim, eles te assaltam e mesmo que tenhas dado os anéis, não ficas com os dedos. Não ficas com muito mais do que isso. Querem te matar, te ferir gravemente.

Foi o que aconteceu nessa sexta-feira à um empresário da cidade que não quis se identificar (fonte: G1.globo.com).

Muito me dói ver que a cidade só faz se afundar ainda mais num lamaçal de violência que parece ser sem saída.

Me resta rezar pelos meus caros familiares que moram lá.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Injustiça Com As Próprias Mãos



O linchamento da dona de casa confundida com uma sequestradora, o qual resultou em sua morte, apresenta-se como um acontecimento eminentemente previsto. Aliás, até demorou a ocorrer!

Não estou pormenorizando sua vida nem o ocorrido, muito pelo contrário! Na verdade, digo que fora um acontecimento fadado a ocorrer ante a reprovável e repugnante corrente que está se alastrando no país, a qual incita a justiça com as próprias mãos... Comportamento ilícito e criminoso e que, por óbvio desencadeará inúmeras injustiças.

Sim, é fato que vivemos em um país inseguro, desigual e que não proporciona igualdade de oportunidades, mas isso, de modo algum, autoriza a voltarmos 3 mil anos na senda (d)evolutiva para punir-se sem a ingerência do monopólio Estatal e de forma desproporcional.

Isso para mim é anarquia!  

Ao agir-se dessa forma, fulmina-se a oportunidade de defesa do indivíduo, bem como que tenha um devido processo para que, mediante análise de um conjunto probatório, aí sim, declarar sua culpabilidade.

Enfim, que o referido caso choque a população, para que façam uma reflexão (óbvia, por sinal,) acerca da temeridade de tais condutas.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

12 Anos de Escravidão


Curiosa, inquietante, paradoxal é a sensação que experimentei ao ver o filme "12 anos de escravidão".

Isto porque, ao mesmo tempo em que o filme é tenso, devido a luzente demonstração do quão repulsivos éramos, e ainda somos, quando se trata de moral e no que tange ao tratamento para com os nossos semelhantes, o longa é impecável em direção e atuação, seja dos protagonistas, como dos coadjuvantes. Diante disso, me restava ficar com aquele receio de quando o filme iria acabar (pois não queria que isso acontecesse!!!).

Possui bela fotografia, além de basear-se em uma história real. O roteiro é original, pois não fala do período escravagista e da guerra civil em sentido macro, mas, pega aquele, para que a história em particular o contenha.

De quebra, há a participação de Brad Pitt, que está muito bem no papel de um caipira do Norte e com aspirações abolicionistas. Pelo visto, virou moda a participação de atores renomados apenas para "fazer uma ponta", o que, deveras, ocasiona mais um ápice atrativo.

De fato, o filme é excelente e a recomendação está garantida.