Muito me anima o fato de que a maioria dos especialistas, na audiência pública que discutiu a diferença de classes tenham se posicionado contra a diferença na prestação de serviços do SUS, àqueles que, supostamente, possam pagar.
Com efeito, o direito à saúde é constitucionalmente garantido à todos, sem distinções. Ademais, seu princípio basilar é a universalidade e, não, o mutualismo. Portanto, não é para quem paga, mas, à todos, sem distinções. É dever do Estado.
Deveras, uma possível distinção de classes no SUS, além de ser antiética, poria em risco toda a Ordem Constitucional e o que seus princípios postulam no que tange aos deveres triviais do Estado.
Que encerre aí a discussão.
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